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“Minha força tem história”: quem são elas?

3 de março de 2026

O 8 de março é um dia simbólico que destaca a luta das mulheres por seus direitos. Neste mês, trouxemos grandes nomes que inspiram gerações, abrindo caminhos na educação, ciência, arte, esporte, política e muito mais. Esses nomes e milhares de outras mulheres mostram que ocupar espaços é também um ato de coragem e inspiração. Trazer tais referências para o ambiente escolar ensina a meninas e meninos, homens e mulheres, sobre igualdade, respeito e protagonismo. Conheça algumas das potências representadas na nossa campanha do Mês da Mulher:

Malala Yousafzai tornou-se símbolo mundial da luta pelo direito das meninas à educação ao enfrentar a opressão do regime Talibã no Paquistão. Mesmo após sofrer um atentado, transformou sua dor em mobilização global, defendendo o acesso à escola como ferramenta de liberdade e igualdade. Sua atuação reforça a educação como caminho de emancipação feminina e inspira jovens a acreditarem que a voz de uma estudante pode ecoar no mundo inteiro.

Niède Guidon é referência na arqueologia mundial e dedicou a vida à preservação da Serra da Capivara, no Piauí, promovendo ciência, cultura e educação. Ao formar pesquisadores e desenvolver projetos sociais na região, contribuiu diretamente para a valorização do conhecimento científico e para a transformação educacional de comunidades locais, tornando-se inspiração como mulher na ciência.

Marta Vieira da Silva, a eterna Marta, revolucionou o futebol feminino ao conquistar reconhecimento internacional em um espaço historicamente dominado por homens. Eleita diversas vezes a melhor jogadora do mundo, abriu portas para meninas no esporte e se tornou símbolo de resistência, talento e igualdade de oportunidades.

Clarice Lispector revolucionou a literatura brasileira com uma escrita introspectiva e inovadora, que mergulha na subjetividade feminina. Ao dar voz às inquietações e complexidades da mulher, tornou-se referência cultural e intelectual, inspirando gerações a pensarem criticamente sobre identidade e existência.

Maria da Penha transformou sua história de violência doméstica em luta por justiça e proteção às mulheres. Sua trajetória levou à criação da Lei Maria da Penha, marco no enfrentamento à violência de gênero no Brasil. Hoje, ela inspira mulheres a denunciarem abusos e a acreditarem na força da legislação e da mobilização social.

Frida Kahlo eternizou, por meio da arte, a força e a complexidade da identidade feminina. Ao retratar suas dores físicas e emocionais com autenticidade, tornou-se símbolo de resistência, liberdade e expressão feminina. Sua obra inspira mulheres a ocuparem espaços criativos e afirmarem suas próprias narrativas.

Tatiana Sampaio ganhou destaque com a descoberta da polaminina, medicamento que promove a recuperação de movimentos e sensibilidade em pacientes com paraplegia e tetraplegia. Sua contribuição relevante amplia perspectivas na área científica e reforça a importância da presença feminina nos laboratórios e centros de pesquisa. 

Dandara dos Palmares foi símbolo de coragem na resistência contra a escravidão no Brasil colonial. Atuando no Quilombo dos Palmares, lutou pela liberdade e dignidade de seu povo, deixando uma marca histórica de força feminina negra e de resistência contra a opressão.

Sônia Guajajara é uma das principais vozes indígenas do Brasil contemporâneo, defendendo os direitos dos povos originários, das mulheres indígenas e do meio ambiente. Sua atuação política e social amplia a representatividade feminina e fortalece a luta por justiça socioambiental.

Fernanda Torres construiu uma carreira sólida nas artes cênicas, destacando-se pela inteligência, humor e profundidade de suas interpretações. Ao ocupar espaços de protagonismo na cultura brasileira e até ganhar o Prêmio Globo de Ouro, inspira mulheres a se afirmarem nas artes e na produção cultural.

Simone de Beauvoir foi uma das maiores referências do feminismo contemporâneo. Em sua obra “O Segundo Sexo”, questionou as estruturas sociais que subordinam as mulheres e defendeu a construção da autonomia feminina por meio da consciência crítica e da educação. Seu pensamento segue inspirando movimentos e debates sobre igualdade de gênero em todo o mundo.