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CEV Baby explica como lidar com a difícil fase das crianças de dois anos

10 de junho de 2026

“Crise dos dois anos”, “fase das birras”, “primeira adolescência” e até “terríveis dois anos” são algumas expressões usadas para identificar a etapa da infância na qual as crianças passam a ser mais intensas e expressar emoções com força. Porém, essa é uma fase natural do desenvolvimento, quando ganham autonomia, testam limites e ampliam a comunicação.

Recebendo crianças a partir de um ano de idade, o CEV Baby sabe lidar muito bem com essa fase e ajuda os pais a entender que as famosas birras não são manipulação, mas uma forma de expressar sentimentos que os pequenos ainda não conseguem explicar. Aos dois anos, a criança está construindo confiança, autonomia e formas de se relacionar com o mundo. Mesmo em meio às birras e desafios, é uma fase rica em descobertas, aprendizado e desenvolvimento emocional.

O que acontece no desenvolvimento aos dois anos?

Desenvolvimento emocional

A criança começa a perceber que possui vontades próprias, mas ainda não sabe lidar bem com frustrações. Como o cérebro está em desenvolvimento, ela sente emoções muito intensas e tem dificuldade para controlar impulsos. 

Desenvolvimento da linguagem

O vocabulário cresce rapidamente. Muitas crianças começam a formar frases simples, repetir palavras novas e fazer perguntas constantemente. Conversar, cantar, contar histórias e nomear emoções ajudam muito nesse processo.

Desenvolvimento motor

Nessa fase, a coordenação evolui bastante. A criança corre, pula, sobe, desenha rabiscos e tenta realizar tarefas sozinha, como comer ou guardar brinquedos.

Segundo a professora do Infantil II, Nalda Andrade, ao mesmo tempo em que busca independência, a criança de dois anos ainda precisa de segurança emocional, rotina e acolhimento. Por isso, é tão importante o equilíbrio entre afeto e limites. 

“Essa fase costuma ir dos dois aos três anos e é marcada por explosões emocionais, teimosia e muitos ‘nãos’. Aqui na escola, o foco não é apenas corrigir comportamentos, mas ensinar sobre emoções. Precisamos manter limites claros e evitar gritar durante as birras. Quando o adulto perde o controle, a criança tende a intensificar a sua reação”, explica a professora.

No CEV Baby, as crianças encontram um ambiente que equilibra acolhimento, autonomia e rotina. A programação contempla momentos de interação e aprendizados sobre os sentimentos. “Nessa fase, a criança quer ser independente, e costumamos estimular mesmo essa autonomia. Eles guardam os brinquedos, organizam as cadeiras ao levantar e ajeitam suas lancheiras no local correto”, conta Nalda.

Para ajudar as famílias, a professora também traz boas dicas:

  • mantenha uma rotina previsível;
  • ofereça escolhas simples;
  • acolha emoções sem ceder a tudo;
  • evite gritos e punições excessivas;
  • estimule brincadeiras, leitura e interação;
  • nomeie sentimentos;
  • reconheça pequenas conquistas da criança.

“Escola e família precisam trabalhar juntas para que as crianças se sintam mais confiantes e atravessem essa fase com mais tranquilidade. Lembre-se: isso também passa”, conclui Nalda.