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As crianças precisam mesmo ficar sem telas? 

24 de junho de 2026

Em um mundo cada vez mais conectado, pais e educadores acabam se perguntando se as crianças precisam ficar completamente longe das telas para se desenvolverem bem. A resposta está no equilíbrio. Mais importante que proibir a tecnologia é entender como ela pode ser utilizada de forma consciente e adequada para o bem estar dos pequenos.

As crianças hoje crescem em um ambiente cercado por dispositivos digitais, aplicativos, vídeos e recursos interativos. Toda essa tecnologia faz parte da rotina das famílias e traz benefícios, sendo aliada do aprendizado, da organização e da diversão. Quando bem usadas, as telas contribuem para o desenvolvimento infantil, estimulando a curiosidade, a criatividade, a linguagem, o raciocínio lógico e até mesmo habilidades socioemocionais.

A psicóloga do CEV Colégio, Polliana Melo, explica que a tecnologia e as relações humanas não precisam competir, elas podem coexistir de maneira saudável, quando há limite e diálogo.

“O problema não está nas telas em si, mas na falta de equilíbrio. Quando as crianças passam muito tempo conectadas, elas podem acabar perdendo momentos importantes para a saúde mental, como as brincadeiras, as conversas presenciais e até as horas de sono. O equilíbrio acontece quando a tecnologia ocupa seu lugar de ferramenta, sem substituir as experiências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, afirma a profissional.

Aplicativos educativos, jogos que desafiam a resolução de problemas, vídeos com conteúdo apropriado e plataformas de aprendizagem podem ampliar experiências e despertar novos interesses. No entanto, isso não significa que as telas devam ocupar todo o tempo livre. A infância também precisa de movimento, interação social, brincadeiras ao ar livre, leitura, imaginação e experiências concretas. É nesse equilíbrio que acontece um desenvolvimento mais completo.