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Você é dependente do telefone celular?

Você já teve sensações de ansiedade, desamparo, angústia, impotência e até sintomas físicos de pânico, como taquicardia e sudorese? Se sim, fique atento! Essas sintomatologias são típicas de uma síndrome gerada por um hábito recente: o uso do celular e outros equipamentos tecnológicos que permitem a comunicação.

Os sintomas aparecem quando a pessoa não está com os aparelhos ou, por algum outro motivo, está impossibilitada de comunicar-se por meio deles. O fenômeno tem sido denominado pelos especialistas de nomofobia, que significa no mobile – ou medo de estar sem “mobilidade”.

Muita gente não consegue desprender-se da tecnologia e deixa os aparelhos ligados 24 horas por dia, inclusive enquanto dorme. A nomofobia está também relacionada a outros equipamentos tecnológicos que deixam as pessoas conectadas, como computadores e notebooks. 

Somente no Brasil existem atualmente mais de 250 milhões de aparelhos de telefonia móvel vendidos. Esse dado é impressionante, principalmente porque é maior que a população. Isso mostra como as pessoas estão cada vez mais dependentes e passaram a utilizar mais de um telefone.

Já observou que antigamente as janelas das casas eram grandes? Isso era uma forma de se comunicar com o mundo. Nos dias atuais, as janelas estão cada vez menores e as TVs maiores, sugerindo um novo jeito de se conectar com o mundo. Contudo, é claro que o problema não está no celular (ou nas outras tecnologias), mas na relação de dependência que se estabelece com os objetos, em razão de questões internas não resolvidas. 

Nesse contexto, os jovens estão mais suscetíveis a essa manifestação e é importante atentar-se para  hábitos que podem desencadear problemas, em especial, em relação ao telefone móvel, que é de uso mais comum: abandonar tudo o que faz para atender ao chamado; nunca deixar o aparelho sem bateria; não carregar o celular na bolsa, bolso ou similares (prefere levá-lo na mão para que possa atender imediatamente); se esquecer o aparelho em casa, voltar de onde está para pegá-lo; sentir-se angustiado quando acaba a bateria, quando perde o aparelho ou pensa que o perdeu.

A tecnologia é, sem dúvida, uma ferramenta poderosa quando utilizada com bom senso e equilíbrio, inclusive na aprendizagem, mas passa a ser um problema quando seu uso torna-se excessivo e prejudica outros aspectos da vida.