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Dengue: saiba mais sobre sintomas e cuidados!

A dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus (vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos) e possui quatro sorotipos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4. O vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que para se reproduzir necessita de água parada. A época do ano com maior índice de transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, no entanto, é essencial manter sempre o ambiente limpo e sem água parada em todas as épocas do ano, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um período prolongado até encontrar condições ideais para se desenvolver.

Em relação à suscetibilidade à doença, todas as idades são igualmente vulneráveis, porém os idosos possuem maior risco de desenvolver dengue grave com complicações e evoluir ao óbito. O índice de mortalidade nos idosos aumenta consideravelmente quando este possui alguma comorbidade prévia associada, como por exemplo, hipertensão arterial e diabetes.

A dengue pode ser classificada em dois tipos principais: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica é relativamente mais comum que a hemorrágica e seu quadro é menos grave. No entanto, nas duas formas é necessário acompanhamento médico.

Os principais sintomas são febre alta, dor muscular intensa, dor nos olhos, fadiga, fraqueza, dor de cabeça, dores articulares, dor abdominal, náuseas, vômitos e em alguns casos ocorre aparecimento de manchas vermelhas na pele (petéquias) com prurido (coceira).  A infecção por dengue também pode ser assintomática (sem sintomas) em algumas pessoas, outras podem apresentar sintomas leves ou da forma mais grave. Nesse último caso, a pessoa pode evoluir a óbito. Normalmente, o primeiro sintoma é a febre alta, de início súbito, com duração de 2 a 7 dias e na fase inicial da doença é difícil seu diagnóstico, pois, outras doenças virais possuem manifestações semelhantes.

Os sinais de alarme são dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos nas cavidades dos órgãos, aparecimento de sangramentos, aumento progressivo das células sanguíneas e queda abrupta das células que realizam coagulação (plaquetas), sendo necessário atendimento médico de urgência.

O diagnóstico é feito pela análise dos sintomas do paciente e na área epidemiológica onde a pessoa reside. Alguns exames podem auxiliar no diagnóstico, como é o caso da prova do laço (análise de uma área da pele que identifica fragilidade nos vasos sanguíneos), realização de hemograma e exames sorológicos específicos.

O tratamento não é específico e é realizado com medicações para controlar os sintomas e evitar a evolução para formas mais graves. Além da medicação, é recomendado muito repouso e hidratação.

Baseado nisso, como não existe um tratamento específico, é fundamental que a doença seja prevenida. Para isso, é necessário controlar a quantidade de vetores da doença, destruindo, principalmente, seus criadouros, não deixando água parada, além do uso de roupas com mangas longas e uso de repelentes em locais onde existem grande proliferação de mosquitos.

Artigo feito pela coordenadora de Enfermagem CEV, Ana Hortência Cardoso (Coren PI 443440)