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Intoxicação alimentar: o que fazer?

Um simples mal-estar, náuseas, vômitos e até mesmo diarreia podem ser sinais de alerta para ficar de olho em uma possível intoxicação alimentar. Geralmente, após o consumo de alimentos contaminados por toxinas, que são produzidas pelas bactérias ou fungos, os sintomas podem aparecer e deixar qualquer pai ou mãe preocupados.

De acordo com o Dr. Rodrigo Barbosa, cirurgião do aparelho digestivo, é importante reforçar que a intoxicação alimentar não é sinônimo de infecção bacteriana. Mas em casos de sensação de desmaio, fraqueza extrema, vômitos e diarreia frequentes, é superimportante procurar o serviço de urgência para o tratamento certo.

Mas afinal, o que é intoxicação alimentar?

Segunda a Dra. Flávia Oliveira, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria e parte do projeto Liga da Cozinha Afetiva, a intoxicação alimentar pode ser causada por vírus, bactérias ou algum parasita na comida. Apesar do nome fazer referência com a alimentação, o problema também pode acontecer devido a ingestão de líquidos contaminados, como a água.

Em cidades diferentes da que a família mora, geralmente em épocas de férias quando se tem um maior número de pessoas, pode ocorrer uma sobrecarga no sistema de saneamento básico. “As vezes, quando você vai para outro local, dependendo da imunidade e idade da pessoa, é possível ter uma resposta gastrointestinal”, completa a pediatra.

Intoxicação alimentar pode ser grave

Dependendo da pessoa que está com a intoxicação, é preciso ficar de olho na idade e no estado de saúde em que o paciente se encontra. “As vezes, mesmo uma pessoa saudável, jovem, ela pode sim ter um quadro grave. Mas a preocupação costuma ser maior com idosos, crianças, e bebês menores de um ano, por exemplo”, explica Flávia.

Como cuidar de crianças com intoxicação alimentar

O primeiro passo é manter a hidratação devido as perdas que estão acontecendo. “Então, o número de vômitos incoercíveis, ou seja, aqueles que você não consegue parar, é muito difícil medicar para inibir o vômito e se hidratar”, comenta a pediatra. Com isso, é possível que aconteça um desequilíbrio do organismo, surgindo um quadro de desidratação.

Caso a criança não consiga controlar os vômitos e diarreia, é indispensável procurar um médico para que possa ser feita a medicação intravenosa, ou até mesmo internação em casos mais graves do problema.

De olho nos sinais de desidratação

Em crianças, a pediatra recomenda os pais a ficarem de olho no xixi para visualizar possíveis sinais de desidratação. “É preciso ter a urina a cada cinco, seis horas no máximo, pois ele mostra o quão hidratada a criança está”. Além disso, é necessário observar as mucosas, saliva espessa e boca seca. “Se você percebe que a criança vomitou uma vez, você medicou e depois de algum tempo quando oferece alguma coisa ela vomita de novo, é um parâmetro que ela precisa de uma avaliação”.

Como tratar a intoxicação alimentar

As medidas para driblar o problema são de suporte e simples, segundo Rodrigo. “Ingerir bastante água, evitar alimentos do mesmo preparo e repouso podem ajudar a sair da intoxicação”. Quando a internação é recomendada, Flávia explica que pode ser indicado uma medicação para dor, cólicas e vômitos. “São medicação mais voltadas para os sintomas”, completa. Como a intoxicação geralmente é de origem viral, infelizmente não existe um tratamento específico para o problema, sendo necessário assim estabilizar o paciente.

Intoxicação alimentar x Covid-19

Por conta dos sintomas semelhantes, o cirurgião recomenda que em caso de náuseas, vômitos e diarreias súbitas, é importante procurar um especialista, pois pode ser início de uma infecção pelo novo coronavírus. “Em caso de persistência desses sintomas, mesmo que isolados, pode ser necessário a realização de um teste”.

7 dicas para prevenir a intoxicação alimentar

Como dicas para driblar o problema, o Dr. André Augusto Pinto, cirurgião geral e cirurgião bariátrico da Clínica Gastro ABC, reforça quais são as principais medidas de higiene para evitar que a intoxicação alimentar apareça:

  • Medidas básicas de higiene pessoal como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro;
  • Lavar bem os alimentos antes de comer, principalmente os crus, porque podem estar contaminados com bactérias ou outros patógenos;
  • Limpar bem os utensílios a serem utilizados no preparo dos alimentos;
  • Cozinhar bem os alimentos, principalmente as carnes;
  • Evitar deixar os alimentos expostos a temperatura ambiente por mais de 02 horas, principalmente no verão onde as temperaturas são muito mais elevadas;
  • Evite consumir proteínas cruas e mal passadas, principalmente miúdos de frango e ovo;
  • Não compre alimentos que você não conheça a procedência e não consuma aqueles que estejam com aroma ou sabor diferentes.

 

Fonte: Site Pais e Filhos