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“Homem Pateta”: autoridades brasileiras alertam para perigo na Internet

Neste fim de semana, a polícia brasileira lançou um alerta sobre perfis na Internet que induzem crianças e adolescentes a participarem de desafios e até a atentarem contra a própria vida. Vários meios de comunicação já estão divulgando as imagens do “Homem Pateta”, que seria o responsável pela nova ameaça das redes sociais. São vários perfis no Facebook, identificados com variações do nome Jonathan Galindo. A pessoa que comanda os perfis usa uma máscara de cachorro e manda jogos e brincadeiras para convencer as crianças a interagirem com ele de forma privada. Em conversa com os menores, o homem promove desafios de automutilação e incentiva o suicídio. 

Em entrevista ao programa nacional “Encontro com Fátima Bernardes”, a delegada Patrícia Zimmermann afirma que todos os casos de contatos das crianças com perfis desse gênero devem ser relatados à Polícia para que se iniciem as investigações e os criminosos possam ser presos. A delegada aconselha ainda que os pais e responsáveis devem ter sempre um diálogo aberto com os filhos, conversando francamente sobre os perigos que a Internet oferece, principalmente neste período de isolamento social, em que os menores estão tendo mais acesso à rede.

Pais e responsáveis devem estar sempre atentos ao que os filhos estão fazendo ao acessar a Internet. Essa não é a primeira ameaça à integridade física dos menores de idade que fazem uso da grande rede, há alguns anos o jogo da Baleia Azul que incentivava a automutilação também assustou familiares de crianças e adolescentes pelo mundo. Mais recentemente, a aparição da boneca Momo em vídeos no Youtube e o desafio do “Quebra Crânio” também geraram preocupações das autoridades, este último provocou a morte de uma adolescente de 16 anos numa escola da cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte.

A psicóloga CEV Layse Policarpo afirma que, em casos de exposição a conteúdos digitais, o ideal é que a família sempre trabalhe de forma preventiva. “Que a família use filtros quando necessário, que esteja perto da criança e do adolescente quando ele estiver acessando conteúdos em redes sociais e que acompanhe realmente verificando o histórico de acessos”, frisa Layse.

Em casos que a criança ou o adolescente consiga ter acesso a esses conteúdos não saudáveis, é importante que a família observe alguns sinais como mudanças e humor, temores, quando a criança fica assustada facilmente, se ela começa a andar mais vestida, se perde o interesse pelas coisas do dia a dia, para que, a partir dessa observação se possa fazer uma intervenção. “É importante que a família esteja atenta a esses sinais e possa se aproximar da criança ou do adolescente, para que ele também possa ter confiança para contar se ele teve ou não contato com esse tipo de situação”.

A psicóloga alerta ainda para o conteúdo depreciativo desse tipo de perfil e a importância da ajuda profissional. “Normalmente esses perfis trabalham muito na questão da autoestima, colocando crenças negativas de uma maneira mais forte, para que a criança comece a acreditar que a vida não vale a pena, que os esforços não vão dar em nada, que aquela dor emocional pode ser aliviada com a automutilação, ou que ela não fará falta a ninguém, se deixar de existir. Por isso, a família precisa estar atenta às mudanças, estar sempre próxima, para poder acolher essa criança e encaminhá-la para uma orientação psicológica”.