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Depressão infantil: como identificar?

A infância é o período correspondente ao nascimento até 12 anos de vida. Sendo este um momento de grande desenvolvimento físico e emocional, em que o ser humano se desenvolve psicologicamente, implicando mudanças graduais no comportamento e na aquisição das bases da personalidade, em especial nos primeiros três anos de vida.

Durante o desenvolvimento socioemocional e comportamental a criança vivencia emoções básicas: amor, alegria, tristeza, raiva, medo e nojo. Muitas vezes classificamos e separamos essas emoções em boas e ruins. No entanto, toda emoção é necessária e possui sua função especifica e fundamental a sobrevivência. Independente de qual emoção a criança esteja sentindo, é essencial o acolhimento e compreensão por parte dos adultos (GREVET et al, 2019).

Muitas vezes ouvimos pessoas dizerem que durante um dia ruim estão se sentindo “deprimidos”, entretanto, a depressão como condição de saúde mental não se resume somente ao sentimento de tristeza ou apatia. A tristeza é passageira, sendo muitas vezes consequência de um fator adverso da vida, uma perda, um desapontamento, uma lembrança de algo desagradável que aconteceu ou mesmo algum pensamento.

A depressão é um quadro complexo, que envolve fatores genéticos, psicológicos e ambientais em sua origem. Os principais sintomas de depressão na infância são afeto triste ou irritável. É importante os adultos darem atenção à persistência de outros sintomas, como choro frequente, desespero, perda de interesse em atividades ou do prazer nas coisas do dia a dia, tédio, falta de energia, isolamento social, baixa autoestima, culpa, estrema sensibilidade à rejeição e ao fracasso, raiva ou hostilidade, bem como ainda dificuldade nos relacionamentos (RANGÉ et al 2019).

Além de afetar o humor, a depressão interfere nos pensamentos, no comportamento e nas reações físicas. Pode, por exemplo, afetar o sono (com insônia ou sono excessivo), alimentação, capacidade de concentração e de tomar decisões, diminuindo a atenção. Além de cansaço físico e/ou mental.

As crianças deprimidas podem apresentar comportamentos autodestrutivos ou falar em morte e até em suicídio. Os familiares devem sempre estar atentos a esse tipo de comportamento, pois essas crianças apresentam riscos maiores. A prevalência de depressão entre 6 e 11 anos é de 14%, sendo mais comum nos meninos do que nas meninas nessa faixa etária (GREVET et al, 2019).

A depressão é um transtorno no qual há uma baixa de energia/disposição que dificulta a realização das tarefas, entretanto, é justamente a ação que favorece o aumento da motivação para ativar-se, e assim, se manter. Para isto, é essencial a busca de ajuda de especialistas na área de saúde mental (psicólogo e/ou médico psiquiatra), pois estes têm conhecimento para investigar e orientar ações para superação da depressão.

Artigo feito pela psicóloga CEV Maria dos Milagres Lima (CRP 21/ 02763)

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA:

GREVET et al. Psicoterapias: abordagens atuais.4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.

RANGÉ et al. Psicoeducação em Terapia Cognitivo Comportamental. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2019.