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Transtorno Desafiador Opositor: saiba mais!

Crianças e adolescentes tem apresentado cada vez mais comportamentos externalizantes que se configuram disruptivos e inadequados, e tem como consequência a propensão de comportamentos inadequados e que muitas vezes ultrapassam o âmbito familiar e escolar, potencializando comportamentos antissociais e dificuldades nas relações com os grupos de convívio.

PAULO; RONDINA, (2010), consideram que o Transtorno Desafiador Opositor é caracterizado por padrões de comportamentos hostis inerentes a fatores familiares, sociais e escolares, que podem desencadear para um comportamento negativista e desafiador que aparece de forma moderada e pode-se dizer que até esperada de acordo com a fase de desenvolvimento da criança e com o passar do tempo, tende a evoluir para comportamentos considerados mais graves, tornando-se intolerantes.

Este padrão de comportamento geralmente é vivenciado na infância e na pré- adolescência e quando se torna frequente e constante, compromete a rotina familiar, a vida social e escolar, uma vez que tende a apresentar resistência à oposição às regras e se destaca ainda a intolerância diante de frustações de forma desafiadora, é argumentativo e discute com facilidade, apresenta questionamentos impositivos diante de adultos, principalmente relacionados à figura de autoridade.

O Transtorno Desafiador Opositor pode impactar negativamente nos relacionamentos de convívio da criança e do adolescente, tais como familiar e escolar, causando sofrimento na interação e integração destes grupos.

Evidencias sugerem que a inconstância, limitações severas, negligencia, influencias hormonais, genéticas e neurofuncionais, podem se configurar fatores desencadeadores do Transtorno Desafiador Opositor, assim como o ambiente social, podendo este reforçar um padrão de comportamento externalizante, associados e integrados a dinâmica familiar.

Torna-se de fundamental importância o diagnóstico e tratamento através de psicoterapias, como papel preventivo para manejo e melhora, logo que identificado os sintomas, mesmo caracterizado de leve gravidade, uma vez que tende a evoluir para um transtorno de conduta (TC).

Heldt at al (2013) considera que, para iniciar o tratamento, é necessário um bom diagnóstico, o qual inclui uma ampla avaliação com informações de fontes diversas, como a família, a escola e caso haja outros profissionais que atendam a criança ou adolescente (por exemplo, pediatra, fonoaudiólogo). Segundo Barletta (2011), os transtornos disruptivos são considerados difíceis de diagnosticar e tratar, uma vez que as crianças e os adolescentes, em seu ciclo normal de desenvolvimento, apresentam uma série de classes de comportamentos, incluindo os desafiadores.

O diagnóstico para o Transtorno Desafiador Opositor é eminentemente clínico, baseado numa avaliação seguindo uma série de critérios de acordo com os manuais para diagnósticos, através de especialistas em tratamento infanto juvenil, tais como: psiquiatra, neuropediatra ou o neuropsicólogo.

Fontes:

BARLETTA, J. B. Avaliação e intervenção psicoterapêutica nos transtorno disruptivos: algumas reflexões.

PAULO, M. M.; RONDINA, R. de C. OS PRINCIPAIS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O APARECIMENTO E EVOLUÇÃO DO TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITOR (TDO) -  REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN 1806-0625. Ano VIII – Número 14 – Maio de 2010 – Periódicos Semestral.