CEV Baby

Blog

Educação, maternidade e trabalho: com paciência e amor, dá tudo certo.

Segundo dados do IBGE, 53% das mães com bebês ou em idade pré-escolar trabalha fora de casa, seja por necessidade financeira ou simplesmente pelo fato de gostar do que faz. No entanto, em ambos os casos, alguns sentimentos parecem tomar conta da mamãe que vive essa situação: culpa, insegurança quanto à educação, será que meu bebê vai ficar bem?

Tente respirar fundo e manterá a calma, você não tem como tomar conta de tudo, mas com ajuda, amor e essas dicas, a chance de dar certo aumenta, e muito.


1 – Primeiro: Vantagens e desvantagens para a criança.

Se seu filho contar com educação e amor de modo consistente, não há evidências de que seu retorno ao trabalho irá causar dano a ele, a não ser o aumento de infecções mais simples, como resfriados – sem problema, desenvolve o sistema imunológico que é uma beleza. Crianças cujas mães trabalham fora de casa apresentam um desenvolvimento emocional tão bom quanto o de outras crianças.

Além disso, os benefícios para a criança da mãe que trabalha fora incluem aumento de independência, responsabilidade e maturidade. Crianças pequenas de mães que trabalham, muitas vezes tem mais oportunidade de aprender a confiar em outros adultos e a negociar melhor com igualdade.


2 - Dicas

- Ajude seu filho na adaptação escolar

Quando conduzir seu filho para a escola, planeje esse dia. O ideal é que você passe o 1º dia junto com ele para que ele se solte de forma gradual. Converse com a coordenação e se possível, deixe um brinquedo familiar ou objeto que dê segurança ao seu filho. Além disso, aumenta a confiança dele em você. Então, ao deixá-lo, faça-o com uma atitude alegre e permita que ele saiba que você está saindo, não escapulindo.

- Estabeleça uma rede de suporte

Ser mãe e trabalhar fora de casa pode ser difícil e estressante, porque as responsabilidades nunca serão preenchidas por outra pessoa. Para diminuir esse peso, uma rede de apoio emocional e logístico é fundamental.

Por exemplo, a avó, um tio, ou amigos próximos podem ajudar o filho a comprar roupas, levá-lo a passeios, cozinhar e limpar a casa. Crianças em idade escolar também podem assumir algumas tarefas.

- Tempo com seu filho no quesito qualidade.

Estudos têm mostrado que tanto a qualidade quanto a quantidade de tempo gasto com seu filho são importantes. Tente preparar um café da manhã, uma ocasião sem pressa. Converse durante o trajeto de ida e também no trajeto de retorno da escola.  Use os 30 minutos antes de ir para a cama para discutir acontecimentos do dia Uma atividade legal e muitas vezes esquecida é incluir a criança em atividades adultas de forma lúdica, como fazer compras, cozinhar juntos e tantas outras.

3 - Cuidado com sentimentos de culpa

Tente entender que não pode fazer tudo sozinha, portanto precisará de ajuda. Apesar de seus esforços, algumas vezes ele vai chorar quando ficar na escola, algumas vezes vai ficar doente. Tente não repensar sua decisão de carreira toda vez que isso acontecer. Trabalhar faz bem pra alma e mamãe feliz faz o filho feliz.


Dica de leitura:

Vida de Equilibrista: Dores e Delicias da Mãe Que Trabalha

Autor: Cecilia Russo Troiano

"No trabalho você pensa nas crianças que deixou em casa. Em casa você pensa no trabalho que ficou inacabado". Essa bem sacada frase proferida há muitos anos por Golda Meir, ex-primeira-ministra de Israel, expressa muito um sentimento marcante entre as mães que trabalham. É com esse coração dividido e com a sensação de que sempre estamos devendo alguma coisa para alguém que boa parte das mães equilibristas enfrenta o dilema da conciliação de papéis. Embora mais sobrecarregadas, as mulheres que se dedicam à dupla missão têm muito a comemorar. Depois das conquistas da vida profissional, a maternidade enriquece o dia-a-dia e desperta talentos adormecidos. A alegria de ser mãe e a capacidade de dar conta de tantos papéis nos fazem dizer, com satisfação: somos heroínas! Em Vida de Equilibrista - dores e delícias da mãe que trabalha, a autora traduz esses dilemas combinando uma ampla pesquisa realizada com 800 mulheres de todo o Brasil, relatos de especialistas no tema e de sua própria vivência como mãe e profissional.